segunda-feira, julho 14, 2014

Issues

As a person who just met you, I must say that you are my biggest adventure and I'm already regretting all the things I will do to push you away. Sorry for that.

sábado, julho 05, 2014

The new one

me traz riso aos lábios como minhas palavras não se manifestam quando estou contigo. Sim. Me hace gracia como minha vida toda para e meus interesses e minhas intenções são abandonadas de lado, porque o que mais me apetece é te observar. Não te olho. Não te miro. Te observo como se fosse um pássaro em uma árvore e eu uma mera ornitóloga de binóculos nas mãos. Você é meu objeto de estudo, minha tese, que, todavia, não possui conclusão.
Te quero. Entenda. São palavras em português e não espanhol. Meu querer é querer bem perto. Nada que ver com o amor que vocês entendem pela palavra querer. Te quero. Te quero de corpo e pele e pecas. Te quero o mais perto possível, pois há algo lindo e trágico no ato de não te ter. Nossa condição é o nunca, e também quero esse nunca. Pero, atenção, não te amo. Tá aí um sentimento que já não me pertence, uma palavra que já não reconheço, uma sensação que abdico. Quero o querer, passo do amor.


terça-feira, junho 24, 2014

I am painfully aware of your existence and our condition

I am painfully aware of your existence and our condition.

I am aware of your breathing, of your eyes twinkling, of the sound of your words and of how your lips and teeth move when you pronounce them, of your finger tips softly scratching my back, of your lips when you kiss me, of the way you look at me when you really wanna touch me, of your hands when you do, of the smile you put on your face when you come, I am aware of every freckle on your body.
I am aware of the memory you are becoming, of my heart growing and my bones and muscles aching every time I hear your name. I am painfully aware of my hopeless romantic body and of your hopeless free spirit. I am aware of the minutes we spend together, of the hours I choose not to sleep, of the words being formed in my mind while you tell me stories about food, sports, tales, barcelona, lovers. I am aware of my willingness to run away, of my feet getting closer to the door as my blood rushes through my body a lot faster than usual, I am aware of my fear, of my heart getting smaller again, of the lack you will leave behind, of my hands not finding your body. I am perfectly aware of the end.

terça-feira, janeiro 21, 2014

Com amor, Bela

E rasguei as palavras pintadas na porção de pequenos papeis que fez questão de deixar para trás. e perdi presentes sem perceber, mas mea culpa, pois os esqueci quase sem querer. te tirei todo, te atirei pela rua de um país que não é nem meu, nem seu.
So let's start this again.
You are out.
I am happy.
Gracias.
Com amor,
Bela.

domingo, dezembro 01, 2013

Saudade for dummies

I cant contain my feelings of saudade. she said to me as her face melted down on her hands like it was made of wax. I had no idea what that meant. I had never heard that word before. it didn't belong to me. that was when I realized she didn't belong to me. I cant contain my feeling of saudade, she repeated brutally this time noticing I didn't understand. she burst into an angry cry and screamed. she was so much more than I ever thought of her. and now there she was, slipping through my fingers and walking away from me. I dint follow her. I thought I had no right to. instead, I ran home and searched for the word saudade. Found this: "It describes a deep emotional state of nostalgic or deeply melancholic longing for an absent something or someone that one loves." Right that's longing, I thought. I know how that feels, I'm a person who longs all the time. I can relate. I have to find her and tell her that. That she's not alone, that I understand. But I kept reading. "Moreover, it often carries a repressed knowledge that the object of longing will never return" Like a nostalgic thing, like how I feel about my childhood. I know that. Everyone feels like that sometimes. I dont know why she's losing her mind over this. I'll tell her she can contain it! It's not that hard. But before running through the door, I wanted to read just a bit more about this such familiar feeling. "Saudade was once described as 'the love that remains' after someone is gone." Those words choked me. I stood still and never heard from her again. Saudade is what she left me. I understand it now. 

quarta-feira, novembro 27, 2013

só corpo

não foram só as palavras que perdi. e não as perdi. me foram roubadas num sequestro relâmpago, tomadas de mim, assaltadas, como se nunca pudessem ter me pertencido. minhas palavras. suas palavras. me arrancou todos os sons da minha boca e todas as letras das minhas mãos. o que sou sem palavras senão corpo? sou corpo.

domingo, novembro 17, 2013

on the edge

my heart is always gonna be some kind of closed. i still ache. and its worse for the body when theres a rainy day outside. my mind will never be healthy enough to interact with people and dont feel the urgency of leaving and being alone. even though im always looking for a pair. its exhausting. life is.

terça-feira, outubro 22, 2013

Por aqui

Eu tenho um quarto novo, numa casa diferente, numa rua distinta, numa cidade inédita, num país que não conheço, num continente que me encanta, que não é o meu. Eu tenho um idioma que não me pertence, um vocabulário que cresce a cada dia, uma lista de nomes que nunca ouvi e que se repetem, porque não há criatividade como a brasileira. Eu tenho um sonho sendo realizado, uma verdade que não entendo, um desafio e uma lei que enfrento, eu tenho uma ilegalidade que não concordo, eu tenho uma revolução de gostos e interesses, eu tenho uma porção de línguas pelo meu corpo. Uma nova cor de pele, um ou dois parques com meu nome na grama, um cachorro velho que, de vez em quando, volta a ser criança. Eu tenho essas dores que me distraem. Tenho o mediterrâneo que me cura e as montanhas que me dão colo. Eu tenho cinco horas a mais do que quando nasci, uma árvore em cima da minha cabeça, tenho periquitos com pingentes, duas rodas e uma cesta, eu tenho liberdade nos meus pés, tenho distância de mares, eu tenho cinco meses nas minhas mãos. Eu tenho saudade, fé e ganas.

sábado, setembro 21, 2013

Carta aberta a meus pais

Primeiro, eu sinto muito. Por quê? Por tudo.
Dito isso, por favor, saibam reconhecer minha felicidade sem uma cobrança triste. Uma porção de vezes ouvi-los dizer: "Só queremos que você seja feliz". Hoje, não importa quantas vezes eu repita: "Estou feliz. Nunca estive tão feliz. Acordei tão feliz. Estou muito feliz! Obrigada, eu tô feliz.", vocês parecem fazer questão de fingir não escutar. Se tudo que fizeram, como pais, foi para a felicidade dos seus filhos, por favor, aceitem a vitória - pelo menos com um deles -, pois eu estou feliz. Se minha felicidade não é aquela que vocês tanto esperavam para mim: carreira, dinheiro, financiamento de imóvel, carro na garagem, casamento, filhos, mais aumento de salário, mais um carro na garagem, mais estabilidade; aceitem que cada um tem sua maneira de ser feliz, e entendam que eu tentei do jeito mais óbvio para vocês, e não funcionou. Se você me escreve toda vez "te amo sempre" por medo do amanhã não existir, pense que eu estou aproveitando para ser feliz hoje por medo do amanhã também não existir. No fundo, eu sou fruto de vocês, portanto, não tão diferente assim. Se amanhã eu ainda vou ser feliz assim? Provavelmente, não. Mas quando o despertador tocar pela manhã, eu lido com isso.